Granulometria (Argila, Silte e Areia) com 2 ou 5 subdivisões da fração areia, Argila Dispersa em Água e Cálculo do Grau de Floculação.

 

Aplicações:

• Classificação de solos e ambientes de produção

• Fontes e Formas de adubação fosfatada

• Determinação de doses para gessagem

• Controle de plantas daninhas: moléculas e doses

• Parcelamento da adubação

• Susceptibilidade à infestação por nematoides

• Susceptibilidade à compactação

 

Certificações

 

Os resultados da análise granulométrica, ou seja, da determinação das porcentagens de argila (˂ 0,002 mm), silte (0,002 a 0,02 mm) e areia (0,02 a 2 mm), são extremamente importantes na caracterização e classificação dos solos, bem como no seu enquadramento em ambientes de produção e grupos de manejo.

Encontram ainda outras aplicações, tais como na escolha de fontes e formas de aplicação de fósforo, determinação da dose de gesso (método Embrapa), escolha de doses e tipos de moléculas de herbicidas, adoção de parcelamentos na adubação, interpretação dos níveis de susceptibilidade à infestação de nematoides, interpretação dos níveis potenciais de compactação e erosão, etc.

O método adotado para a determinação da granulometria é o do densímetro, cujo princípio se baseia no tempo de sedimentação das frações argila e silte.

 

Da esquerda para a direita: Proveta, Baiana, Mesa Agitadora

 

Adotando-se um conjunto de peneiras, a fração areia, a mais grosseira das frações granulométricas, pode ser subdividida em duas ou cinco subfrações: muito grossa, grossa, média, fina e muito fina. Esta maior subdivisão em amostras de solos desenvolvidos de arenitos pode auxiliar na interpretação dos valores de suas densidades, na forma e grau de estabilidade de sua estrutura (morfologia) e na interpretação da velocidade de drenagem (condutividade hidráulica); portanto, auxiliando na interpretação dos riscos de erosão, das capacidades de água disponível e do potencial de compactação.

Os solos do Brasil são extremamente intemperizados e, por isso, raramente apresentam frações maiores que 2 mm de diâmetro médio. No entanto, cabe lembrar que, embora com menor expressão geográfica, os perfis de solos com menor grau de intemperismo (neossolos litólicos, cambissolos, etc.) apresentam frações mais grosseiras, como o cascalho (˃ 2 mm).  Neste caso, deve-se amostrar o solo adequadamente e solicitar sua determinação, de forma a calcular seu percentual de participação na massa total do solo.

A título de exemplificação, visualiza-se a seguir o percentual de cascalho no solo (areia + silte + argila) em um Plintossolo e em um Argissolo Amarelo plíntico (PA plíntico) no Estado do Pará.

 

Valores médios de 30% de solo e 70% de cascalho no Plintossolo e de 70% de solo e 30% de cascalho no PA plíntico.

                                                                 

Quanto à argila dispersa em água, refere-se à determinação do percentual deste coloide que desprende dos agregados do solo sem uso de dispersante químico. Normalmente, em solos com alta estabilidade de agregados, a exemplo dos horizontes Bw dos latossolos argilosos, a argila dispersa em água tende a zero, ou seja, o grau de floculação tende a 100%. Para o cálculo do grau de floculação adota-se a relação: GF = [1 - (% argila em água / % argila total) ] x 100.

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